
O uso dos recursos tecnológicos, como a
Internet, vem a cada dia sendo introduzidos nas famílias contemporâneas de
forma intensa e contundente, envolvendo a todos integrantes desta relação,
criando novas necessidades, desejos e formas de relacionamento
humano.
Seu uso de forma compulsiva visa, na
verdade, compensar a dor de existir, e traz a tona novos casos de
psicopatologia relacionados com o uso da Grande Rede.
O objetivo deste texto é descrever o
que vem a ser o IAT (Transtorno de Adicção a Internet), seus tipos,
suas características e sintomas, demonstrando os aspectos patológicos
envolvidos com o uso compulsivo da Internet na dialética com o uso parcimonioso
da mesma, como instrumento impulsionador do crescimento humano.
O que caracteriza o vicio a Internet?

O vício da Internet esta ligado ao uso excessivo e patológico da
Internet, estando relacionado com o comportamento compulsivo neste uso,
interferindo na vida normal das pessoas, provocando estresse severo sobre a
família, amigos, entes queridos, e em seu ambiente de trabalho.
O comportamento compulsivo ocorre
quando, por uma pressão interna, a pessoa, em
determinadas ocorrências do seu cotidiano, se sinta impulsionada, se
sinta absorvida por um desejo muito intenso de realizar uma atividade e/ou
uma ação, com o objetivo de proporcionar inicialmente prazer, mas que
depois se transforma em sentimento de culpa e de mal-estar.
Adicção a internet tem sido chamado de dependência da Internet e
compulsividade Internet. Por qualquer nome, é o comportamento compulsivo que
domina completamente a vida do viciado. Questões fundamentais surgem:
Como a Internet se situa na vida destas Pessoas?
Como o objeto pequeno a, que tampona a falta e a
dor de existir ou
Apenas como um meio de comunicar e obter informações para um objetivo
pontual?
Viciados em Internet transforma o seu uso em uma prioridade mais
importante do que a família, amigos e trabalho. A Internet torna-se o princípio
organizador de sua vida, servindo para compensar o objeto da falta no seu
sentido existencial.
A adicção à Internet pode ser considerada um vicio especificamente
psicológica ou comportamental, assim como a adicção ao sexo, às compras, ao
trabalho, aos jogos, e mesmo à televisão, tendo em vista características comuns
a esses tipos, tais como eventual síndrome de abstinência, uso excessivo, forte
dependência psicológica, interferência na vida cotidiana e perda de interesse
por outras atividades.
Diagnostico e Consequências
Uma grande parte das famílias que possuem pessoas adictas à Internet
percebe o aspecto alienante da pessoa patologicamente ligada ao uso compulsivo
da Internet, pois elas tendem a se afastam progressivamente do convívio
doméstico, ainda que, habitualmente, disponham de poucas horas para essa
convivência.
Na verdade trata-se de um mecanismo de defesa utilizado por estas
pessoas, que não sabendo lidar com as perdas, frustrações, castrações ou
privações, buscam fugir do contato com o real, que tanto angústia e sufoca,
estabelecendo uma forma de se defender frente ao seu vazio interior, uma
tentativa de fuga daquilo que os faz sofrer.
Geralmente são pessoas que tem dificuldade de lidar com a lei. Estas
pessoas por sentirem-se protegidas por atrás da tela do computador e terem a
seu favor a sensação do enfraquecimento dos protocolos e condicionamentos
socioculturais que pesam sobre os vínculos sociais, deixam fluir todo aquele
sujeito que elas gostariam de ser, mas não o são por medo de não o aceitarem,
medo da critica, medo de não fazer parte.
É exatamente isso que deseja o internauta tímido ou que sofre de
transtornos sociais como a fobia social e o transtorno de Ansiedade Social.
Conclusão
Por tudo exposto é possível deduzir que estas
pessoas que não tenham adquirido um bom repertório de habilidades sociais na
movimentação pelo mundo real, possam materializar este feito com muito sucesso
no mundo virtual da Internet no grande gozo fálico.
A pratica desta
clinica psicanalítica, visando o tratamento deste tipo de paciente, deve ser
focada no fortalecimento progressivo do real frente ao imaginário, levando o
paciente a um contato consigo mesmo, buscando provoca-lo a realizar o exercício
do autoconhecimento, caminho para a aceitação dos aspectos que o mesmo julga
inaceitáveis e limitadores, evitando os excessos, de forma que o mesmo, possa lidar melhor com a dor do viver em
sociedade e consiga melhor lidar com a dependência de sobrevivência com o grande
Outro.



