terça-feira, 20 de outubro de 2015

O SER Integrado

No âmbito da sua existência, o ser humano não pode ser dividido.

Entendemos que ele é um todo integrado, levando-se em consideração a dimensão física, psíquica, emocional e espiritual, com suas respectivas características, habilidades e competências. Quando uma destas dimensões não vai bem, o todo é afetado.




Para que nosso bem-estar seja preservado, faz-se necessário que busquemos o equilíbrio em todos os aspectos da vida. 

Porém, este Ser Integrado, não é perfeito.


Ele empenha-se, visando enfrentar os seus desafios, tendo como balizadores, sua história de vida, seus valores, sua resiliência, crenças e talentos, buscando fortalecer a sua autoestima, autoimagem e a sua autopercepção, superando os obstáculos com coragem e determinação, aceitando e integrando seu lado frágil e falível, mas sempre com o compromisso de trabalhá-lo para seu crescimento e autodesenvolvimento.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Autodesenvolvimento: Uma questão de atitude e autopercepção

Se formos analisar a composição da palavra autodesenvolvimento: auto = próprio, desenvolvimento = progresso, adiantamento, crescimento. Veremos de imediato que o significado remete a nós mesmos. 


Por um lado é positivo, pensar que depende de cada um de nós o próprio crescimento e progresso.

Porém, pode suscitar dúvidas de como realizar este autodesenvolvimento, se temos tudo que precisamos para iniciar e se confiamos que podemos crescer e prosperar.

Até aqui nada anormal, faz parte da essência humana questionar-se sobre sua capacidade de realização, sobre sua confiança, sobre o sentido da vida. 

Cabe a cada de um de vocês escrever as páginas do livro de sua vida, do seu jeito, da sua forma e no seu tempo.

O importante é termos uma atitude pró-ativa diante das circunstancias que a vida nos apresenta, sendo protagonistas e não meros coadjuvantes de nossa própria história.

Não há um consenso do significado do termo , autodesenvolvimento. 

Trago algumas considerações e reflexões sobre o tema. 

Há uma forte tendência, no Brasil, de cunhar este termo levando-se em consideração um autodesenvolvimento de forma mais ampla, abarcando aspectos cruciais tais como: as dimensões intelectual, afetiva, emocional, corporal, técnica e espiritual. 

Havia uma crença de que quanto mais preparado tecnicamente fossemos, quanto maior fosse nossa capacidade técnica, mais teríamos chances de galgar cargos de liderança. 

Hoje sabemos que não é bem assim. 

Quantos exímios técnicos, com extrema competência, que obtém excelentes resultados e que por falta de preparo e qualificação, transformaram-se em um fiasco quando assumiram um cargo de liderança?

O conceito de autodesenvolvimento no mundo corporativo e pessoal perpassa pela construção de um desenvolvimento mais amplo, que tende a resultar em pessoas mais assertivas, felizes e bem resolvidas. 

Este fato, tende a trazer melhorias significativas nos resultados, tanto quantitativos como qualitativos à organização, bem como bem-estar e aumento da qualidade de vida.



O autodesenvolvimento não deve se restringi à gestão da sua carreira profissional, é muito mais amplo este conceito, passando por etapas essenciais, tais como: 

  • Reflexões positivas sobre como anda sua autoestima, autoimagem, autoconfiança e autopercepção, visando o seu fortalecimento.
  • Busca pelo autoconhecimento, que pode ser construindo, através de uma auto-análise ou análise pessoal com profissional especializado.
  • Busca por um apoio de um profissional especializado, por exemplo um Coach, que contribua para seu autodiagnóstico, através de feedbacks integrados e eficazes.
  • Formulação de objetivos específicos, mensuráveis, atingíveis, realistas e temporizáveis, de forma que, sustente seu plano de ação, e como consequência, obtenha de melhores resultados.

Então, o que lhe impede de iniciar seu processo de autodesenvolvimento?


Comece ! Não adianta nada ficarmos apenas na intenção, tenha foco e direcione suas energias em prol da obtenção dos seus objetivos pessoais e profissionais.

Busque estudar, cultive o hábito da curiosidade natural, que visa descobrir e conhecer o mundo e a si mesmo, tenha iniciativa, persevere , tenha disciplina e alimente a sua automotivação.

Todas estas indicações e comportamentos sugeridos, estão relacionados com o desenvolvimento da sua inteligência emocional, base que sustenta todo o processo de autodesenvolvimento.

Saudações Ontológicas !

Você conhece o significado do termo Coaching? E o Coaching Ontológico?

Já ouviu falar em Coaching?

O Coaching é fundamentalmente um processo de aprendizagem, de auto conhecimento e de autodesenvolvimento.

Este processo visa auxilar pessoas que buscam ampliar suas possibilidades de ações, visando obter resultados mais satisfatórios. 

A partir do seu estado atual de vida pessoal ou profissional, o Coachee (Cliente), como é conhecido as pessoas que buscam este serviço, constroem juntamente com o Coach, nome designado ao profissional que atua neste área, seu plano de ação para alcançar seu objetivo, sua meta.


Este planejamento deve pactuado, pautado e alicerçado pelos valores, talentos, crenças impulsionadoras e pela história de vida que o Coachee nos traz nos encontros realizados. 

Em média, são necessários entre dez e doze encontros para fechar um processo de Coaching

O Coaching no Brasil e os cuidados preliminares:

Um movimento ocorre no Brasil, me chama atenção e acende um sinal de alerta. O Coaching virou uma febre! É a onda do momento! Se intitular como Coach é moda !

Muita calma nessa hora ! 

Formações instantâneas oferecidas por instituições estão brotando pelo Brasil a fora, formando Coaches, sem a devida qualificação, impactando na credibilidade deste fazer ainda incipiente no país.

É bem certo que o mercado funciona pela autoregulação e pela lei da seleção natural, onde, dentro em breve, os profissionais melhor preparados, que buscam instituições sérias, que investem tempo e dinheiro na sua qualificação continuada, que trabalham pautados pelo compromisso com o crescimento do outro, com empenho e dedicação na prática do Coaching, que trabalham com ética e com boa conduta moral nos seus atendimentos, estes, com toda certeza, terão seus espaços conquistados e sustentados.

Um pouco da história:

Pois bem, o termo Coaching, remonta ao ano de 1500. Era utilizado para descrever o condutor de carruagens na idade média, em territórios europeus.

O Coaching vem da palavra coach, que se refere a uma carroça coberta, a Koczi (“cochi”), como na pronúncia em húngaro, e a prática foi oriunda de região próxima a Budapeste.

Aqueles que conduziam estas carruagens (coche) eram chamados de Cocheiros. Estes cocheiros eram profissionais que conduziam seus passageiros para os destinos desejados.

Este termo, derivado da língua inglesa, passou a ser usado principalmente por franceses e espanhóis.

No Brasil, o Coaching surgiu na década de 70, associado ao meio esportivo.

Posteriormente este termo adentrou no mundo dos negócios ainda mantendo seu significado original, de conduzir pessoas de um estado atual para um estado desejado, ou seja, proporcionando as condições necessárias para o alcance das metas estabelecidas.

Os tipos de formação de Coaching e o Coaching Ontológico:

Existem algumas linhas de Coaching praticadas, dentre elas cito: Positivo, Organizacional, Comportamental, Sistêmico e Ontológico.

Tenho formação em Coaching Ontológico realizada em São Paulo e também sou Especialista na linha Ontológica e Neurobiológica. 

Realizei minha Pós Graduação pela UNIBR – Faculdade São Vicente / Instituto Appana, em São Paulo.

De uma forma sintética, esta linha Ontológica fundamenta-se nos conceitos e fundamentos teóricos da ontologia da linguagem, construído pelo chileno Rafael Echeverría, da filosofia, da neurociência e neurobiológica.

Entendemos que os seres humanos são seres linguísticos, que a linguagem é generativa e que os seres humanos criam-se na linguagem e através dela.

O Coaching Ontológico é uma arte conversacional que possibilita a aprendizagem transformacional. 

O Ser é visto de forma integralizada, corpo, emoção e linguagem.

O processo de Coaching construído por esta linha de abordagem, é um convite para que trabalhemos o autoconhecimento, possibilitando que tomemos consciência de si mesmo, nos tornando melhores observadores, ampliando a nossa percepção de nós mesmos e do mundo, proporcionando uma melhor formulação e harmonização das nossas metas e objetivos, de acordo com os nossos valores, nossas crenças, talentos, levando em conta o funcionamento do nosso corpo, como gerimos as nossas emoções e como utilizamos a nossa linguagem. 

A forma como nos comunicamos faz toda a diferença em nossos resultados!

Por isso, convido-os a conhecer mais sobre este processo de aprendizagem, que visa tão somente proporcionar a obtenção de mais autonomia, ampliar seu leque de ações, a fim de proporcionar melhores condições para alcançarmos melhores resultados na vida.

Até o próximo post.

Saudações Ontológicas


segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

O Poder de um Insight

Analisando sob o ponto de vista conceitual a palavra Insight possui diversas denominações. 

A palavra significa literalmente visão interna, fala sobre o sentido da visão que atribuímos as situações que nos ocorrem durante nossa história de vida.


Não irei me ater a análise destes conceitos e sim ao poder transformador dos Insights.

Ter um insight pode ser traduzido como a capacidade de entender "verdades escondidas" especialmente de caráter ou situação. De outra forma podemos dizer que falamos das "verdades escondidas" em nosso inconsciente.

Permita-me abrir um parênteses fundamental para que exponha um resumo da teoria Freudiana que aborda a primeira tópica que versa sobre o modelo topológico da mente.

Essa tópica faz referência ao nível consciente de acesso que realizamos, aos processos intrapsíquicos, ou seja, trata sobre a forma de acesso às ideias e/ou pensamentos que ficam armazenadas na mente de um indivíduo e sobre a qualidade dos conteúdos de cada um. 

Freud definiu três níveis de consciência: consciente, pré-consciente e inconsciente.

O consciente (Cs) engloba os fenômenos que ocorrem em um dado momento e que são percebidos de forma  consciente pelas pessoas. Ele encontra-se ligado ao inconsciente de forma oposta, devido a sua incapacidade de guardar informações, sensações e representações, restringindo-se apenas em registrar e realizar o processamento das percepções e sensações provindas do mundo exterior, dos sentimentos, afetos, emoções, pensamentos, lembranças, angústias, etc, contidos no sistema pré-consciente (Pcs).

O pré-consciente (Pcs) está ligado aos fenômenos que não se encontram no consciente em um dado instante, mas que pode tornar-se consciente, caso o indivíduo deseje trabalhar estes fenômenos através da análise pessoal, por exemplo. 

Podemos considerar o pré-consciente de forma metafórica, imaginando ele como um filtro de intermédio entre o consciente e o inconsciente. De outra forma podemos imaginar que ele seja um dispositivo de armazenamento de pequena capacidade, tipo um pen drive, que contém, além de outras coisas, a representação de palavras. A nossa consciência depende destas lembranças para que este pen drive funcione. 

Para que um elemento, uma ideia, recalcada no Inconsciente se torne consciente, é de extrema importância, sob o ponto de vista da eficácia terapêutica, que primeiro ele se torne pré-consciente.

Por sua vez, o inconsciente (Ics), está associado aos fenômenos e conteúdos que não são conscientes nem pré-conscientes. Ele abriga ligações escondidas existentes entre os outros dois níveis de consciência. É uma grande fonte de energia, é livre, está relacionado com a vida instintual, é atemporal e caracteriza-se por um caráter infantil.

No inconsciente, "nossa caixa preta", estão contidos os elementos instintivos que são totalmente desconhecidos da consciência. 

Inclui também tudo aquilo que foi excluído, censurado ou reprimido da consciência, como por exemplo: Ideias sociais ditas estranhas para os padrões de comportamento, nossas necessidades fisiológicas, medos, traumas e emoções dolorosas.


Figura representando a primeira tópica Freudiana


Por vezes podemos nos deparar vivenciando situações de conflitos nocivos e prejudiciais a nossa saúde física e psíquica, envolvendo pessoas de nossa família, amigos ou colegas de trabalho. 

Já se pegou tendo certos comportamentos que não gostaria de ter, mas que não consegue evitar sua repetição ou até mesmo entender porque você se comporta dessa forma? 

Não conseguimos fazer ligações entre os componentes da primeira tópica, e acaba não fazendo sentido.

Quando conseguimos identificar e realizar conexões entre o consciente, pré-consciente e inconsciente, percebendo de forma mais clara questões comportamentais que não compreendemos, que nos fazem sofrer, que nos causam dor e que em alguns casos ocorrem de forma repetitiva, prejudicando nosso modo de operar nas relações com as pessoas, quando nos damos conta destas questões, uma luz se acede, tudo começa a fazer sentido e conseguimos nos entender melhor, abrindo assim possibilidades de mudanças destes comportamentos que não nos convém, possibilitando assim, a construção de uma vida mais equilibrada. 

Falo aqui da pratica do autoconhecimento, algo que nos liberta, algo que nos faz entender quem somos. 

A frase atribuída a Sócrates, "conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses", cabe muito bem. Conhecer quem somos auxilia-nos a entender nossas potencialidades e também nossos pontos a trabalhar, identificando o que nos impede de crescer, de sermos seres humanos mais felizes, equilibrados e plenos. Este é o poder de um Insight !!!

Como realizar isso?

Revelar nossas "verdades escondidas", contidas em nosso inconsciente, não é uma tarefa fácil, as vezes não damos conta disso sozinhos. As vezes nem queremos dar conta ... 



Preferimos nos utilizar dos diversos mecanismos de defesa psíquico para proteger nossa saúde mental. Não há nada de errado nisso, porém buscar se trabalhar no quesito da melhoria contínua do autoconhecimento é uma escolha libertadora.

E uma das formas existentes para que você trabalhe de forma contínua a melhoria do seu autoconhecimento é a análise pessoal. Permita-se, trabalhe-se utilizando a técnica da Psicanálise. 

A Psicanálise é forma que recomendo para trazermos os conteúdos "encaixotados e empoeirados" do nosso inconsciente para o nosso consciente, contando com o apoio de um profissional especializado, que lhe ofertará uma escuta ativa, acolhedora, que não julga, que te faz refletir, te faz elaborar pensamentos em prol da construção de um ser humano mais integrado, equilibrado, consciente de si e do outro.

Então ! O que lhe impede de buscar o autoconhecimento?




Saudações Psicanalíticas !


segunda-feira, 28 de abril de 2014

O Processo da Ansiedade Sob Ponto de Vista Freudiano

Antes de entrar na abordagem do tema proposto, trago uma questão que pode suscitar dúvidas:

Há diferença entre angústia e ansiedade? Segundo alguns psiquiatras, sob a visão da genética, não existe diferença. Contudo analisando sob a ótica do fenômeno, na angústia, segundo relatos médicos, existe o predomínio de sensações de constrição e aperto no peito e na cabeça. Na ansiedade existe uma referência a expectativas negativas, que geram uma certa inquietação motora, provocando palpitações, tremores, abafamento respiratório. Segundo Pieron, psicólogo francês, falecido em 1964, na prática, os dois termos são sinônimos. 


É comum nos depararmos com pessoas que estão vivenciando um estado de ansiedade, um estado que aflige uma quantidade crescente de pessoas pelo mundo. O ritmo que o ser humano contemporâneo imprime à sua vida contribui muito para estejamos neste papel: O Ansioso !

Sob o ponto de vista Freudiano, a ansiedade funciona como um aviso importante contra as possíveis ameaças contra nosso ego. 


O nosso id, fonte da nossa energia psíquica, de nossa libido, formado por nossas pulsões, instintos e desejos inconscientes, teima em se manisfestar. Ele busca solução imediata para nossas tensões, pressões, não admite frustrações, nem conhece ou reconhece o termo inibição, é impulsivo, irracional, egoísta e visa o prazer.

Pois bem, a saber: A libido é posta em liberdade através da ansiedade.

Por toda essas questões pontuadas, controlar essa parte do nosso aparelho psíquico não é uma tarefa fácil.

Dois tipos básicos de ansiedade:

O neurótico quando se depara com uma situação, uma ideia, um fato cotidiano, que o mesmo não consegue lidar, reconhecendo de forma inconsciente, os perigos potenciais que podem advir do id, geralmente ligado a um pavor de uma possível punição, devido a um comportamento inadequado que tenhamos quando estamos sob o comando do nosso id, potencializa o surgimento do processo chamado de ansiedade neurótica.

Por outro lado, quando nossa consciência está ciente dos atos, das situações e escolhas que realizamos ou até que pensamos em realizar, que vai para o caminho oposto em relação aos nossos valores morais e éticos, é bem provável que sintamos culpa ou vergonha, desencadeando um processo conhecido como ansiedade moral.

Quando a ansiedade se instala, de alguma forma tentamos reduzi-la. Freud nos esclarece que nessa situação nosso ego constrói mecanismos de proteção chamados de mecanismos de defesa como segue:


1 - Negação: Ocorre quando uma pessoa com uma grave doença e eminencia de morte, nega a morte.

2 - Deslocamento: Se dar quando há uma transferência da ameaça dos impulsos do nosso id para outro objeto. Por exemplo: Uma pessoa nos faz algo que nos deixa extremamente irritados, por não conseguirmos externar esse sentimento à essa pessoa, transferimos para um familiar.

3 - Projeção: Dar-se quando atribuímos a outra pessoa nossos pensamentos inaceitáveis, nossas emoções menos nobres, como a cólera, raiva, inveja. Quando culpamos o outro por um fracasso próprio, aliviamos as pressões advindas do nosso ego, defendendo-o do processo de frustração.

4 - Racionalização: Ocorre quando damos um outro sentido mais racional à situação que nos ocorre e que gera a ansiedade, tornando-a mais aceitável. Ex: Um trabalhador é demitido, não aceita bem a demissão e suas consequências, e afirma categoricamente que o emprego não era para sua capacidade ou altura.

5 - Formação de reação, ocorre quando um impulso do nosso id choca com os valores morais, por exemplo, há uma tendência a um comportamento radical e oposto à esse impulso. Um exemplo clássico pode ser descrito quando uma pessoa que possui paixões sexuais intensas, pode tornar-se um combatente feroz e radical da pornografia.

6 - Regressão: É caracterizado pelo retorno aos momentos infantis, uma volta a uma fase edipiana. Pode vim acompanhado de comportamento de grande dependência do outro e a comportamentos infantilizados.

7 - Repressão: Há neste tipo de mecanismo de defesa uma negação da existência do fato, situação ou ideia causadora da ansiedade. Pode ocorrer esquecimento de lembranças que causem desconforto à pessoa. Estes conteúdos reprimidos vão ser "depositados" em nossa "caixa preta", o inconsciente.

8 - Sublimação: Há neste tipo de mecanismos de defesa um deslocamento dos impulsos do id para atividades mais aceitáveis sob o ponto de vista social. Neste caso a energia sexual (libido), é canalizada para a criação artística, para o trabalho, etc.

Bem, finalizo este breve texto indicando a seguinte referência bibliográfica, constante nos livros das obras completas de Freud, para quem deseja mais informações sobre este tema:

  • Inibições, sintomas e ansiedade [1926], Vol. XX
  • Ansiedade e Vida Instintual (Novas Conferências Introdutórias sobre Psicanálise, Vol. XXII, 1932/1933) 
  • Sobre o Narcisismo - Uma introdução [1914].  Vol. XIV. 
  • Conferências Introdutórias sobre Psicanálise. [1916]. Vol XVI. 
  • Além do Princípio do Prazer [1920]. Vol. XVIII.




  



quarta-feira, 8 de maio de 2013

Você é viciado no uso da Internet?




O uso dos recursos tecnológicos, como a Internet, vem a cada dia sendo introduzidos nas famílias contemporâneas de forma intensa e contundente, envolvendo a todos integrantes desta relação, criando novas necessidades, desejos e formas de relacionamento humano. 
Seu uso de forma compulsiva visa, na verdade, compensar a dor de existir, e traz a tona novos casos de psicopatologia relacionados com o uso da Grande Rede. 

O objetivo deste texto é descrever o que vem a ser o IAT (Transtorno de Adicção a Internet), seus tipos, suas características e sintomas, demonstrando os aspectos patológicos envolvidos com o uso compulsivo da Internet na dialética com o uso parcimonioso da mesma, como instrumento impulsionador do crescimento humano.

O que caracteriza o vicio a Internet?

O vício da Internet esta ligado ao uso excessivo e patológico da Internet, estando relacionado com o comportamento compulsivo neste uso, interferindo na vida normal das pessoas, provocando estresse severo sobre a família, amigos, entes queridos, e em seu ambiente de trabalho.

O comportamento compulsivo ocorre quando, por uma pressão interna, a pessoa, em determinadas ocorrências do seu cotidiano, se sinta impulsionada, se sinta absorvida por um desejo muito intenso de realizar uma atividade e/ou uma ação, com o objetivo de proporcionar inicialmente prazer, mas que depois se transforma em sentimento de culpa e de mal-estar.


Adicção a internet tem sido chamado de dependência da Internet e compulsividade Internet. Por qualquer nome, é o comportamento compulsivo que domina completamente a vida do viciado. Questões fundamentais surgem: 
Como a Internet se situa na vida destas Pessoas? 
Como o objeto pequeno a, que tampona a falta e a dor de existir ou 
Apenas como um meio de comunicar e obter informações para um objetivo pontual? 

Viciados em Internet transforma o seu uso em uma prioridade mais importante do que a família, amigos e trabalho. A Internet torna-se o princípio organizador de sua vida, servindo para compensar o objeto da falta no seu sentido existencial.

A adicção à Internet pode ser considerada um vicio especificamente psicológica ou comportamental, assim como a adicção ao sexo, às compras, ao trabalho, aos jogos, e mesmo à televisão, tendo em vista características comuns a esses tipos, tais como eventual síndrome de abstinência, uso excessivo, forte dependência psicológica, interferência na vida cotidiana e perda de interesse por outras atividades.

Diagnostico e Consequências

Uma grande parte das famílias que possuem pessoas adictas à Internet percebe o aspecto alienante da pessoa patologicamente ligada ao uso compulsivo da Internet, pois elas tendem a se afastam progressivamente do convívio doméstico, ainda que, habitualmente, disponham de poucas horas para essa convivência. 
Na verdade trata-se de um mecanismo de defesa utilizado por estas pessoas, que não sabendo lidar com as perdasfrustraçõescastrações ou privações, buscam fugir do contato com o real, que tanto angústia e sufoca, estabelecendo uma forma de se defender frente ao seu vazio interior, uma tentativa de fuga daquilo que os faz sofrer. 



Alguns transtornos psicológicos primários, como a timidez, as dificuldades no estabelecimento de relações interpessoais, a falta de habilidade de lidar com aspectos sociais, a solidão e a baixa autoestima, pode ser associada a um uso compulsivo a Internet. 

Geralmente são pessoas que tem dificuldade de lidar com a lei. Estas pessoas por sentirem-se protegidas por atrás da tela do computador e terem a seu favor a sensação do enfraquecimento dos protocolos e condicionamentos socioculturais que pesam sobre os vínculos sociais, deixam fluir todo aquele sujeito que elas gostariam de ser, mas não o são por medo de não o aceitarem, medo da critica, medo de não fazer parte. 

É exatamente isso que deseja o internauta tímido ou que sofre de transtornos sociais como a fobia social e o transtorno de Ansiedade Social.

Conclusão

Por tudo exposto é possível deduzir que estas pessoas que não tenham adquirido um bom repertório de habilidades sociais na movimentação pelo mundo real, possam materializar este feito com muito sucesso no mundo virtual da Internet no grande gozo fálico. 

A pratica desta clinica psicanalítica, visando o tratamento deste tipo de paciente, deve ser focada no fortalecimento progressivo do real frente ao imaginário, levando o paciente a um contato consigo mesmo, buscando provoca-lo a realizar o exercício do autoconhecimento, caminho para a aceitação dos aspectos que o mesmo julga inaceitáveis e limitadores, evitando os excessos, de forma que o mesmo, possa lidar melhor com a dor do viver em sociedade e consiga melhor lidar com a dependência de sobrevivência com o grande Outro.



terça-feira, 7 de maio de 2013

Ter Culpa ou Responsabilizar-se ?

Ter culpa é desejar, em vão, mudar o passado que não existem mais.

Que afirmação instigante, pode até incomodar, porém pode fazer muito sentido.


O sentimento de culpa acaba por substituir e paralisar uma ação corretiva de um erro cometido. O erro faz parte do aprendizado de todo ser humano e com eles podemos fazer melhor e diferente.

Deixando o sentimento de culpa dominar nosso dia a dia, nutrir esta percepção, impede que haja o aprendizado com o erro já cometido e que tenhamos no futuro, um comportamento, uma ação ou um planejamento mais assertivo.


Ter responsabilidade é muito transformador. É uma experiência pessoal e intransferível que cada um adquire, no seu tempo, no seu ritmo, de acordo com sua educação, consciência, enfim, conforme a  busca pelo autoconhecimento seja um ato rotineiro na vida de cada um de nós.

Uma pessoa que se sente responsabilizado, pelas suas ações, atitudes, atividades pessoais ou profissionais, percebe-se  mais envolvidas, sente-se plenamente como parte do todo, traz atividade e assumem uma postura de responsabilidade frente aos seus atos, sem estresses, sem cobranças dilacerantes que tanto causam doenças psicossomáticas.

Responsabilidade remete a emoções positivas, motiva, compromete. Já a culpa remete a emoções negativas, debilitantes, traz passividade, infelicidade e em casos mais graves pode desencadear síndrome do pânico e depressão.

A escolha é nossa, por mais que alguém queira nos culpar de forma veemente, de forma contumaz ou até mesmo doentia, cabe a nós escolhermos: Acatar a culpa em nossas vidas e sermos infelizes ou acolher a responsabilidade como parte de nosso dia a dia? 

Tenhamos consciência de nossos erros e de suas consequências, admitamos que agimos inadequadamente, porém admitamos que somos humanos e como tal erramos, mas não percamos de vista que podemos, sempre que desejarmos, fazer diferente, fazer melhor e cultivarmos o perdão a nós mesmo e ao outro.